ENFIM, UM ADMINISTRADOR
Reitor Carlos Moreira coloca sua experiência administrativa à disposição do curitibano
Depois de cumprir com excelência sua missão à frente da UFPR, o médico e professor foi lançado pelo PMDB, do governador Roberto Requião, pré-candidato à prefeitura de Curitiba. Seu maior desafio: fazer uma administração mais humana e trazer a prefeitura para perto do povo.
Carlos Augusto Moreira Junior nasceu em Curitiba, tem 49 anos e é um dos mais bem-sucedidos reitores da história da Universidade Federal do Paraná. Quem conversa com ele, se sente à vontade para perguntar um pouco de tudo. Com humildade e bastante otimismo, Moreira vem conquistando pessoas com os mais diversos perfis. Desde as mais simples até aquelas que estão mais próximas da universidade. Com serenidade, Moreira tem carisma de sobra para alçar vôos mais altos. E quem convive com ele, o admira pela sua persistência e firmeza de caráter.
Falar das recentes conquistas da UFPR é falar dos últimos seis anos da gestão Carlos Moreira. Foi nesse período, que ele instituiu o PROVAR, iniciativa que permite aos estudantes de baixa renda estudar gratuitamente numa universidade pública e reaproveita as vagas ociosas na instituição.
Moreira também implantou a reserva de vagas para estudantes de escolas públicas e afro-descendentes na UFPR. Em parceira com o Governo do Paraná, implantou em
Professor nos EUA
Mas o que nem todos conhecem é a história de sucesso do médico Carlos Moreira. Desde que se formou em medicina pela Universidade Federal do Paraná, em 1981, Moreira segue uma rotina de intenso trabalho, pesquisa e serviços prestados à comunidade. Em 1986, terminou o seu mestrado em medicina pela UNIFESP. Nos dois anos seguintes, especializou-se em Retina e Vítreo na Universidade da Califórnia (EUA). A busca pela excelência em oftalmologia continuou que em 1989, Carlos Moreira recebeu o título de doutor, tornando-se seis anos depois, professor da Universidade de Yale (EUA). Professor titular de oftalmologia na UFPR, Moreira foi diretor do Hospital de Clínicas em 1996 e 1997. No ano seguinte, assumiu o Setor de Ciências da Saúde, ficando como diretor até o ano de 2002, quando se elegeu reitor da UFPR.
A vasta experiência na área oftalmológica rendeu a publicação de três livros: “Trauma Ocular”, “Retina e Vítreo” e “Manual da Retina”. O trabalho científico desenvolvido junto à comunidade acadêmica foi reconhecido em 2000. Foi nesse ano que o médico Carlos Moreira recebeu o Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, do Governo do Estado e o título de vulto emérito de Curitiba, outorgado pela Câmara de Vereadores.
Em 2008, Carlos Moreira vai encarar o maior de todos os desafios. Por causa da sua experiência administrativa e pelos bons resultados à frente da UFPR, o Reitor foi convidado pelo governador Roberto Requião a ser o candidato do PMDB à prefeitura de Curitiba. Moreira se diz preparado. “Acredito que chegou o momento de apresentar um novo projeto de cidade para a nossa capital. A prefeitura existe para cuidar do bem estar da cidade, de seus habitantes, proporcionando segurança, educação, saúde, transporte e qualidade de vida. O desejo de ser prefeito de Curitiba nasceu da vontade de ver o cidadão feliz com a sua realidade e ter esperança de um futuro ainda melhor, o que não acontece atualmente”, destaca.
Com um currículo sem manchas, o Reitor Carlos Moreira fala com propriedade sobre a saúde de Curitiba. E diz que o PMDB tem propostas eficazes para todos os problemas. Em sua opinião, a prefeitura gasta muito com propaganda, mas os resultados deixam a desejar. Ele cita, por exemplo, a carência de profissionais especializados nas unidades de saúde da capital. “Atualmente, se o curitibano precisar de especialistas para tratar de algum problema de saúde mais sério, vai ter que esperar de um a dois anos pra ser atendido. Isso é inaceitável para um município como Curitiba”, protesta.
Cortesia com o chapéu alheio
Moreira também contesta os avanços na área de saúde do município. “Enquanto a população é obrigada a assistir peças publicitárias incompatíveis com a realidade do município, a prefeitura faz alarde sobre obras e projetos que ainda nem foram viabilizados”. Em muitos casos, boa parte dos investimentos veio do Governo Federal. Ou seja, o mérito não é da prefeitura. É o caso dos R$ 10 milhões investidos na construção, ampliação, reforma e compra de equipamentos para oito unidades de saúde da capital. O dinheiro veio através do Ministério da Saúde. “Fazer cortesia com o chapéu alheio é fácil”, afirma o Reitor.
Segundo ele, a principal proposta do PMDB para a saúde é o Projeto Curitiba-Salva. A idéia consiste em trazer os médicos das unidades de saúde para perto do cidadão. “Nada de filas intermináveis nos postos de saúde ou madrugadas à espera de atendimento”, explica, dando ênfase ao atendimento domiciliar, com cadastro de todas as famílias para atendimento personalizado a todos os cidadãos curitibanos.
“A secretaria de saúde precisa estar preparada para prevenir doenças crônicas e não apenas combater a doença quando ela aparece. Só assim, a comunidade poderá viver com tranqüilidade Nada de ocultar casos de dengue ou superbactérias. A saúde, assim como todas as áreas de governo precisam ser tratadas com transparência e decência”, finalizou.
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