À tarde, por volta das 13h30, o sindicato programa uma passeata da sede estadual dos Correios, na esquina das ruas João Negrão e Iguaçu, no Rebouças, até a Assembléia Legislativa do Paraná, no Centro Cívico. Cerca de 300 pessoas devem participar do ato, na tentativa de pressionar os deputados a aprovarem um projeto de lei que torna obrigatória a instalação de portas giratórias, detectores de metal e seguranças armados em agências dos Correios que prestam serviços bancários.
Santos afirma que neste segundo dia de paralisação, a adesão de funcionários aumentou no estado. Segundo ele, a proporção de trabalhadores de braços cruzados chega à 80% no Paraná com a mobilização das cidades de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, Francisco Beltrão, no Sudoeste, e Cascavel, no Oeste, que na terça-feira haviam trabalhado normalmente. “Estão paralisados os funcionários de todo o setor operacional: carteiros, atendentes de agência e trabalhadores do transbordo e triagem”.
A assessoria dos Correios, no entanto, diz que as agências estão funcionando normalmente, pois a greve atinge apenas os carteiros. Segundo a empresa, dos 6,2 mil trabalhadores do setor de entrega de correspondência em todo Paraná, pouco mais de mil estariam paralisados. O sindicato afirma que o número chega a 4,5 mil.
De qualquer forma, a paralisação já afeta o serviço de entrega rápida. A empresa não está mais recebendo encomendas pelo sistema Sedex 10 e Sedex Hoje, por não haver garantia de entrega no prazo. O serviço de Sedex normal, em que o prazo é de três dias, ainda está sendo efetuado, mas os clientes são orientados que podem ocorrer atrasos em função da greve.
Os carteiros decidiram deflagrar a greve na noite de segunda-feira (30), porque, segundo os trabalhadores, não houve cumprimento do acordo firmado entre a ECT e a categoria durante a paralisação realizada em abril. Na ocasião, a empresa se comprometeu a incorporar um adicional de 30% nos salários dos carteiros por periculosidade e fazer a revisão da participação nos lucros de 2007, que teria sido distribuída de forma desigual. “O adicional deveria estar nos pagamentos de 30 de junho e não foi cumprido”, diz o secretário-geral do Sintcom-PR.
Santos alega, ainda, que a forma de distribuição do porcentual de participação nos lucros da empresa destinado a cada funcionário não foi revisto. “No ano passado, teve membro da cúpula dos Correios que recebeu R$ 40 mil, enquanto carteiros ganharam apenas R$ 300”, conta. Um terceiro ponto pedido pelos carteiros na última paralisação foi a discussão de um plano de cargos, carreiras e salários. “Agora, a direção da empresa está querendo fazer a implantação do plano de forma unilateral”, explica o sindicalista. A última paralisação durou oito dias e atrasou a entrega de aproximadamente 4 milhões de correspondências.
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