Giselle Hishida - 25/06/2008
A Polícia Federal fechou nesta terça-feira o esquema de banco clandestino que tinha participação de funcionários do banco HSBC. Cinco pessoas foram presas. Todos parentes. Um era gerente de crédito imobiliário e outro trabalhava no setor de cobranças do HSBC.
O gerente chegou a usar o nome, o material publicitário e até as instalações do banco para aplicar o golpe.
O grupo oferecia às vítimas falsos investimentos e prometiam rendimento de até 7% ao mês, valor muito acima do mercado. Os golpistas pegavam o dinheiro investido, aplicavam em contas particulares e gastavam em imóveis e veículos de luxo. O grupo pode ter movimentado cerca de 18 milhões de reais em um ano e meio de operação.
O gerente chegava a vincular o banco clandestino ao HSBC para enganar as vítimas e conseguir os investimentos. Mas de acordo com o chefe de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal no Paraná, Igor Romário de Paula, a maioria das movimentações financeiras aconteciam em duas casas dos falsários.
A investigação da Polícia Federal começou há dois meses depois de um pedido do HSBC ao Ministério Público. A área de investigações do banco desconfiou das altas quantias movimentadas nas contas dos funcionários, incompatíveis com os salários deles.
Os falsários também usavam a religião como para conseguir a confiança dos investidores. Boa parte das pessoas enganadas é integrante de uma instituição religiosa chamada “congregação Cristã Brasil”, que era freqüentada pelos cinco presos.
Além de curitibanos há vítimas em outros estados e inclusive investidores estrangeiros, principalmente decasseguis, que mandavam o dinheiro do Japão.
Na operação, batizada de “Lóki”, a polícia apreendeu 110 mil reais, carros de luxo e uma lancha.
De acordo com a polícia federal além de ter comprado diversos imóveis, a quadrilha negociava a compra de uma grande fazenda no interior do Paraná e de um prédio no valor de R$ 3 milhões em Curitiba.
Os bens dos envolvidos estão em processo de arresto para uma possível indenização das vítimas. O delegado federal ainda esclareceu que clientes do HSBC não foram lesados. De acordo com ele o banco foi também vítima e ajudou nas investigações.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
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