segunda-feira, 30 de junho de 2008

Eleitores curitibanos terão oito candidatos a prefeito da cidade

Após algumas semanas de suspense, o ex-vereador Borges dos Reis, do PSC, foi confirmado neste domingo como o vice na chapa de Gleisi Hoffmann. Os petistas queriam mesmo o deputado federal Ratinho Junior, presidente do PSC. Mas o deputado decidiu não concorrer às eleições deste ano para poder participar da campanha dos candidatos a vereadores pelo partido. Além do PSC, Gleisi tem o apoio de outros quatro partidos. Ela diz não temer o “blocão” que apóia o prefeito Beto Richa, do PSDB, à reeleição.

Além de Ratinho Junior, outros dois cabos eleitorais fortes para Gleisi podem ser o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, marido da candidata, e o presidente Lula. Segundo Gleisi, Paulo Bernardo está participando da coordenação da campanha e deve ajudar nos finais de semana quando estiver em Curitiba. Mas ainda não há nenhuma definição quanto à participação do presidente Lula.

Desde o lançamento de sua candidatura, Gleisi Hoffmann tem enfrentado críticas feitas por integrantes do PT na imprensa. O deputado estadual Tadeu Veneri chegou a dizer em entrevistas que não aceitaria ser o vice na chapa petista. Já o senador Flávio Arns disse recentemente que ainda não decidiu se vai apoiar a candidata em Curitiba. Sobre Veneri, que estava presente na convenção e discursou em apoio à atual chapa, Gleisi disse que o deputado foi “elegante” porque sabia que a intenção do PT era ter um vice de outro partido. Já a respeito de Arns, Gleisi afirmou que a origem da discórdia foi o posicionamento dela em 2006 quando apoiou o então candidato a governador, Roberto Requião, ainda no primeiro turno e quando Flávio Arns concorria ao cargo.

Questionada a respeito do aumento aprovado na Câmara dos Vereadores na semana passada para os futuros prefeito, vice, secretários e vereadores, Gleisi criticou a atitude e disse que, caso eleita, vai enviar um projeto para regulamentar a situação e fazer com que o salário do prefeito seja um salário compatível com o que ganha o funcionalismo público.

Depois das convenções deste final de semana, ficou definido o cenário político para as eleições de outubro. Serão oito candidatos à prefeitura de Curitiba. O prefeito Beto Richa, do PSDB, tenta a reeleição com uma coligação com outros nove partidos – PPS, Democratas, PP, PDT, PTdoB, PSB, PSL, PR e PSDC. Gleisi Hoffman é a candidata do PT com o apoio do PSC, PMN, PHS, PRB e PTC. O ex-reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Moreira Júnior encabeça a chapa pura do PMDB. Nos partidos menores vem o deputado estadual Fábio Camargo do PTB, a professora Marinete Silva do PRTB, o ex-diretor da Paraná Esporte Ricardo Gomyde do PCdoB, o advogado Bruno Meirinho do PSOL e o ex-presidente do sindicato dos funcionários do Banco Central, Maurício Furtado do PV

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